No dia 17 de janeiro de 2026, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou que está liderando uma resposta unificada da União Europeia (UE) em relação às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essas taxas, que podem chegar a 25%, visam oito países europeus e são uma tentativa de Trump de forçar apoio à sua proposta de anexar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
Durante uma entrevista coletiva em Assunção, Paraguai, Costa destacou a necessidade de a UE responder de maneira firme, defendendo o direito internacional e a soberania de seus Estados membros. Ele argumentou que a proteção dos mercados e a promoção de zonas de integração econômica são essenciais para a prosperidade, em vez de elevar tarifas que podem prejudicar relações comerciais. Costa também criticou as ações militares de potências como a Rússia e os EUA em diversos conflitos internacionais.
O presidente do Conselho Europeu finalizou sua declaração enfatizando a importância da cooperação entre países e a defesa dos direitos humanos e da integridade territorial global. Ele deixou claro que a UE não hesitará em se opor a violações do direito internacional, seja na Ucrânia ou na Venezuela. Essa postura coletiva reforça a intenção da União Europeia de se posicionar como uma entidade coesa e defensora da ordem internacional.

