André Ventura, candidato da extrema direita, avança ao segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, desafiando o status quo político do país. Neste primeiro turno, realizado em 18 de janeiro de 2026, António José Seguro, do Partido Socialista, obteve 31,1% dos votos, enquanto Ventura ficou em segundo lugar com 23,5%, superando outros concorrentes como João Cotrim Figueiredo e Luis Marques Mendes.
O cientista político António Costa Pinto destaca que a ascensão de Ventura representa um crescimento eleitoral significativo para a direita radical em Portugal. O desempenho de Ventura no segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, será crucial para determinar seu nível de influência na direita nacional e sua capacidade de negociar com o governo minoritário de Luis Montenegro, que enfrenta desafios internos e externos.
As implicações dessa disputa vão além do resultado imediato, pois Ventura busca se consolidar como líder da oposição e um potencial candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas. A eleição, caracterizada pela polarização entre a moderação de Seguro e o radicalismo de Ventura, poderá moldar o futuro político de Portugal em um cenário de crescente tensão entre direitas e esquerdas.

