O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou em 6 de janeiro de 2026 que a Venezuela não é mais um parceiro comercial tão relevante para o Brasil. Durante sua fala, ele revelou que as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 838 milhões, enquanto as importações não ultrapassaram US$ 349 milhões, resultando numa corrente de comércio de apenas US$ 1,2 bilhão, o que coloca a Venezuela na 52ª posição no ranking de exportação brasileiro.
Alckmin também ressaltou a importância histórica da Venezuela, lembrando que, na década de 1960, o país se destacava como uma das economias mais robustas da América do Sul. Apesar de ter vastas reservas de petróleo, o vice-presidente observou que a recuperação econômica da Venezuela não acontecerá rapidamente, devido à necessidade de investimentos e à complexidade do cenário geopolítico, que inclui guerras e conflitos relacionados ao preço do petróleo.
O vice-presidente expressou otimismo quanto à exportação de petróleo pelo Brasil em 2026, impulsionada pelo aumento da produção do pré-sal. Ele destacou que, além do petróleo, o Brasil continua a exportar grandes volumes de minério de ferro, soja, carne e açúcar, e que o crescimento das exportações de petróleo é uma expectativa importante para o futuro próximo, com a Margem Equatorial ainda aguardando para entrar em produção.

