O CEO da Airbus, Guillaume Faury, emitiu um alerta sobre a necessidade de adaptação da fabricante de aeronaves a novos riscos geopolíticos, em um memorando que circulou entre os funcionários na semana passada. Ele destacou que a empresa já sofreu ‘danos significativos’ logísticos e financeiros devido ao protecionismo dos Estados Unidos e às tensões comerciais com a China, especialmente no contexto do aumento das tarifas e restrições comerciais impostas por Washington.
Faury contextualizou as dificuldades enfrentadas, mencionando que o ambiente industrial está repleto de desafios, exacerbados pelas tensões entre EUA e China. Ele também mencionou que a Airbus, uma importante fornecedora do setor de defesa europeu, precisa avançar com solidariedade e autossuficiência para enfrentar essa nova realidade. O CEO ressaltou que a empresa aprendeu com eventos passados, como o recall significativo de sua história, e está buscando melhorias na gestão de suas operações e sistemas.
O futuro da Airbus, segundo Faury, depende da capacidade da empresa de executar sua estratégia financeira ao longo da próxima década. Ele afirmou que é essencial alcançar um crescimento lucrativo até os anos 2030, quando a empresa planeja lançar um sucessor para o modelo A320. A competição acirrada com a Boeing e a necessidade de reforçar o caixa serão cruciais para a sobrevivência e sucesso da Airbus em um mercado cada vez mais desafiador.

