Em um sermão realizado na última sexta-feira, o aiatolá Ahmad Khatami, um influente clérigo sênior no Irã, exigiu a execução de manifestantes, citando uma repressão brutal que elevou o número de mortos no país. Khatami caracterizou os protestadores como ‘hipócritas armados’ e os vinculou a Israel e aos Estados Unidos, afirmando que esses países não devem esperar paz em resposta às suas ações. Essa declaração ressalta a posição radical de alguns membros da liderança iraniana em relação à crescente insatisfação popular.
O contexto das declarações de Khatami se dá em meio a um ambiente de crescente tensão no Irã, onde a repressão a manifestações tem se intensificado. Grupos de direitos humanos têm denunciado as ações do governo, que incluem prisões em massa e uso excessivo da força. A situação se agrava com a retórica de líderes religiosos que clamam por punições severas, refletindo uma estratégia do regime para silenciar a dissidência e manter o controle.
As implicações do discurso do aiatolá são significativas, pois indicam um endurecimento da postura do governo iraniano em face da agitação social. A demanda por execuções pode intensificar ainda mais as manifestações e a repressão, gerando um ciclo de violência que pode afetar a estabilidade da região. Além disso, a crescente hostilidade em relação a potências ocidentais pode complicar ainda mais as relações internacionais do Irã.

