Aiatolá Khamenei reconhece protestos no Irã, mas endurece tom contra manifestantes

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Neste sábado (3), o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, reconheceu as reivindicações econômicas dos manifestantes, mas alertou que não haverá tolerância para aqueles que promovem a desordem. Os protestos, iniciados há quase uma semana, se espalharam por mais de vinte cidades, refletindo um descontentamento crescente com a situação econômica do país, marcada por altos preços e estagnação. Khamenei enfatizou que as autoridades estão atentas às queixas, mas que não dialogarão com “arruaceiros”.

As manifestações, que começaram com comerciantes em greve em Teerã, rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo, com diversas cidades se unindo para expressar suas insatisfações. Enquanto alguns protestos foram pacíficos, outros resultaram em confrontos e atos de vandalismo, com autoridades locais relatando pelo menos doze mortes, incluindo membros das forças de segurança. A cobertura midiática é limitada, mas vídeos nas redes sociais mostram a intensificação dos atos de desobediência.

A resposta das autoridades tem sido uma combinação de reconhecimento das demandas econômicas e uma advertência clara contra a violência. A situação permanece tensa, e as autoridades afirmam que não aceitarão a desestabilização do país. Com o crescente clamor por mudanças políticas, o futuro dos protestos e a reação do governo serão cruciais para a estabilidade da região.

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