Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Advocacia-Geral da União (AGU) ainda busca ressarcimento pelos danos causados nas sedes dos três Poderes em Brasília. Até o momento, a AGU conseguiu bloquear apenas R$ 3,3 milhões, o que corresponde a 12% dos R$ 26 milhões calculados em perdas. Ao todo, a cobrança da AGU totaliza R$ 56 milhões, incluindo R$ 30 milhões estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal como indenização por danos morais coletivos.
A AGU instaurou 36 ações judiciais visando reparar os danos ao patrimônio público federal decorrentes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. As condenações, que já somam 810 até dezembro de 2025, incluem figuras proeminentes e membros da cúpula da Polícia Militar, e os valores dos danos ainda não foram distribuídos entre os condenados, pois dependem do trânsito em julgado dos processos. O valor bloqueado até agora representa um pequeno avanço frente ao montante total a ser recuperado.
As implicações dessa situação são significativas, uma vez que o Supremo Tribunal Federal determinou que os valores arrecadados sejam usados para a reconstituição dos bens destruídos. No entanto, a ausência de pagamentos até o momento é preocupante, especialmente com a tramitação de 346 ações penais ainda em andamento. O desdobramento dessas ações pode influenciar a efetividade da reparação e a percepção pública sobre a responsabilização dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.

