O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que avançou para uma nova fase de negociações finais na última semana, deverá trazer ganhos econômicos modestos para ambas as partes. Estudos da consultoria Oxford Economics indicam que o aumento no PIB da União Europeia será de apenas 0,1%, enquanto o Mercosul pode ver um incremento de 0,3%. As expectativas mais favoráveis para os países sul-americanos refletem a maior importância do mercado europeu para suas exportações agrícolas.
A análise revelou que a Argentina e o Brasil devem ser os maiores beneficiados, com ganhos de 0,4% e 0,3%, respectivamente. No entanto, o Paraguai pode enfrentar uma contração de 0,1% em seu PIB devido ao acordo. A consultoria ressalta que, embora os resultados econômicos sejam modestos, o acordo possui um valor simbólico e político significativo, reforçando o compromisso dos dois blocos com um comércio baseado em regras e cooperação internacional.
Os produtos da União Europeia representam apenas uma fração das exportações do Mercosul, enquanto o bloco sul-americano depende consideravelmente do mercado europeu. Apesar dos resultados econômicos limitados, a recomendação do Parlamento Europeu é de que os países membros aceitem o acordo, que é visto como uma ferramenta estratégica para aumentar a integração em um cenário de tensões comerciais globais. O impacto do acordo, embora tímido, é considerado um passo importante para fortalecer laços comerciais e diplomáticos entre as regiões.

