O recente acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi aprovado, mas sua implementação ainda requer a validação formal de pelo menos 15 países do bloco europeu, representando 65% da UE. O economista Rodrigo Simões, professor da FAC-SP, ressalta que, apesar de ser uma boa notícia para o mercado, o pacto enfrenta uma fase burocrática crucial antes de se tornar realidade.
Simões destaca que o acordo tem potencial para beneficiar cerca de 700 milhões de pessoas, ao conectar grandes mercados consumidores. Além dos produtos tradicionais do agronegócio, o pacto abrange bebidas, vinhos e outras mercadorias cotidianas. Com isso, espera-se que o Brasil, com sua indústria competitiva, amplie suas exportações e fortaleça sua balança comercial, gerando empregos e crescimento econômico.
O impacto do acordo pode ser significativo, implicando na criação de um ambiente favorável para investimento e circulação de tecnologia. Simões acredita que o Brasil deve se empenhar na abertura comercial para enriquecer, sendo o acordo um passo importante nesse sentido. O mercado observa com atenção os próximos passos diplomáticos, ciente de que, apesar das expectativas positivas, a concretização do pacto exigirá paciência.

