Após mais de 25 anos de negociações, o Conselho da União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul na última sexta-feira, dia 9 de janeiro. A assinatura do tratado está agendada para o dia 17 em Assunção, Paraguai, e visa estabelecer a maior zona de livre comércio global, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas. A aprovação é celebrada por diversos governos e setores industriais, mas enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que apontam preocupações com a concorrência agrícola e o clima.
O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas, com o Mercosul zerando tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. Além disso, o tratado abre acesso ao mercado europeu para empresas do Mercosul, visando aumentar as exportações e atrair investimentos estrangeiros. No entanto, estabelece cotas para produtos agrícolas sensíveis e compromissos ambientais rigorosos para mitigar impactos negativos.
Os próximos passos incluem a aprovação do acordo pelo Parlamento Europeu e a ratificação pelos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A implementação será gradual e seus efeitos práticos devem ser sentidos ao longo dos anos. Esse tratado pode redefinir as relações comerciais entre os blocos, mas também traz à tona debates sobre a proteção de setores agrícolas e o compromisso com a sustentabilidade.

