Acordo Mercosul-UE promete transformar comércio entre continentes

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a União Europeia (UE) deu um passo significativo ao aprovar o acordo de livre comércio com o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Este pacto visa facilitar a entrada de produtos agrícolas sul-americanos no mercado europeu, ao mesmo tempo em que abre espaço para a importação de veículos e máquinas europeias. A implementação do acordo, no entanto, está condicionada à assinatura oficial e à aprovação do Parlamento Europeu.

O acordo, que é considerado um dos maiores pactos de livre comércio em termos de redução tarifária, poderá eliminar ou reduzir tarifas de importação em até 91% do valor comercializado entre os blocos. Isso significa que produtos agrícolas da América do Sul poderão ser vendidos na Europa com preços mais competitivos, enquanto produtos da UE terão acesso facilitado aos mercados sul-americanos. A expectativa é que essa mudança traga benefícios econômicos, mas também levante preocupações sobre a concorrência e os padrões de qualidade.

As negociações para o acordo começaram em 1999, mas a sua ratificação ainda enfrenta desafios, especialmente por parte de agricultores europeus que temem a concorrência com produtos sul-americanos. A França, em particular, manifestou resistência ao pacto, exigindo garantias para proteger sua agricultura. O futuro do acordo dependerá da capacidade de ambos os lados de atender às preocupações levantadas e garantir que as condições comerciais sejam favoráveis.

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