A votação antecipada dos acionistas da Azul, realizada em 11 de janeiro de 2026, demonstrou uma clara rejeição à proposta de conversão das ações preferenciais em ordinárias. Apenas 124,1 mil dos 6,205 milhões de votos contabilizados foram favoráveis à mudança, enquanto a esmagadora maioria se opôs. As assembleias para discutir o tema ocorrem nesta segunda-feira, quando os acionistas poderão apresentar suas posições de maneira formal.
Os dados revelam que, entre os detentores de ações preferenciais, a resistência à proposta foi significativa, com 6,076 milhões de votos contrários. Já entre os acionistas de ações ordinárias, a rejeição foi total, com 702,558 milhões de votos contrários à conversão e à alteração do Estatuto Social. A Azul possui um total de 724,75 bilhões de ações preferenciais e 725,9 bilhões de ações ordinárias, ilustrando a magnitude da decisão em questão.
A resistência à proposta de reestruturação do capital pode impactar a recuperação financeira da companhia, que está sob o regime do Chapter 11 nos Estados Unidos. O desfecho final das assembleias desta segunda-feira será crucial e poderá alterar o cenário, considerando o grande volume de votos ainda a ser contabilizado. A situação destaca a necessidade de uma comunicação mais eficaz entre a empresa e seus acionistas para evitar descontentamentos futuros.

