Um acionista minoritário da Neogrid, representado pelo Fundo L4, questionou o preço estabelecido na oferta pública de aquisição (OPA) de ações da empresa, solicitando a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE). O fundo, que detém 18,4% das ações em circulação, argumenta que é necessário realizar uma nova avaliação para definir um valor justo para a companhia, especialmente em relação ao preço proposto de R$ 29 por ação, aprovado em dezembro de 2025.
A OPA foi registrada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e abrange tanto a aquisição do controle da Neogrid quanto sua eventual saída do Novo Mercado. A proposta gerou reações mistas entre os investidores, levantando dúvidas sobre a avaliação da empresa e a adequação do valor. A convocação da AGE, se aceita, poderá proporcionar uma nova discussão sobre a estratégia da empresa e a proposta de aquisição.
As implicações dessa contestação podem ser significativas para o futuro da Neogrid, uma vez que uma nova avaliação poderia alterar o cenário da OPA e impactar a decisão dos acionistas. Além disso, a situação evidencia a crescente vigilância dos investidores sobre as operações de fusões e aquisições no mercado financeiro brasileiro, que busca maior transparência e justiça nas avaliações de empresas.

