A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) classificou a finalização do acordo entre Mercosul e União Europeia como um progresso importante, enfatizando como isso pode aumentar a previsibilidade comercial para o setor de proteínas animais. O acordo, que não altera as cotas já existentes, traz novidades, como a criação de um contingente tarifário adicional de 180 mil toneladas anuais, a ser dividido entre os países do Mercosul, com implementação gradual ao longo de seis anos.
Além disso, o tratado estabelece um contingente tarifário preferencial para a carne suína, com uma cota de 25 mil toneladas anuais, o que é considerado um passo significativo para o Brasil, já que essa oferta não existia anteriormente. A ABPA ressalta que a utilização dessa cota dependerá da conclusão de trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, o que pode impactar a capacidade de exportação do país.
Por fim, a ABPA observa que o acordo reforça a posição do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, complementando a produção europeia. A entidade acredita que o sucesso das novas oportunidades dependerá de uma implementação técnica eficaz e transparente, alinhada aos princípios do comércio internacional e da segurança alimentar, destacando a importância de atender aos requisitos sanitários e regulatórios estabelecidos.

