A expressão “república das bananas” tem suas raízes na América Central e é utilizada para descrever Estados marcados pela corrupção e desordem. Criada pelo escritor O. Henry no século 19, a expressão reflete a influência negativa da United Fruit Company em países como Honduras, Guatemala, Nicarágua e Costa Rica, onde a empresa dominava a política local e os recursos naturais.
O termo passou a ser usado amplamente para caracterizar nações cujos governos são considerados corruptos e frágeis. Especialistas, como o cofundador do El Faro, Carlos Dada, destacam que essa expressão remete a um período de intervenção americana que resultou em abusos de direitos humanos, como o golpe de 1954 na Guatemala, que depôs um presidente democraticamente eleito em defesa dos interesses da UFC.
Atualmente, o uso de “república das bananas” é visto como pejorativo e pode perpetuar estereótipos negativos sobre a América Central. A linguista Anne Curzan aponta que o termo passou a incluir características como instabilidade e militarismo, o que levanta questões sobre seu uso discriminatório. Assim, a expressão, embora historicamente fundamentada, continua a gerar debate sobre suas conotações e impactos na percepção da região.

