No artigo, a escritora Mona Eltahawy discute a relevância de se higienizar adequadamente após usar o banheiro, a partir de sua perspectiva egípcia. Ela recorda a primeira vez que ouviu falar sobre bidês nos Estados Unidos, mencionando uma cena de uma peça teatral onde um casal egípcio-americano critica um homem por não praticar essa higiene. Eltahawy enfatiza que, no Egito, é comum encontrar bidês ou shattafs em banheiros, tanto em residências quanto em locais públicos, como parte da cultura de cuidados pessoais.
Com um tom provocativo, Eltahawy menciona que, para ela, o shattaf, também conhecido como bum gun, é a melhor opção de limpeza, pois permite controlar a pressão da água. Ela destaca que essa prática não deve ser vista apenas como uma questão de conforto, mas como um aspecto fundamental da higiene pessoal. Ao compartilhar suas experiências e as normas culturais de sua terra natal, a autora visa encorajar uma mudança nas percepções ocidentais sobre a higiene.
O artigo provoca uma reflexão sobre a necessidade de se adotar hábitos de higiene mais rigorosos em sociedades que frequentemente negligenciam essa prática. Eltahawy sugere que a adoção de bidês e shattafs pode contribuir para uma maior conscientização sobre a saúde e o bem-estar. Assim, seu texto não apenas defende uma prática cultural, mas também questiona normas sociais mais amplas sobre higiene e cuidado pessoal.

