2026: Desafios e Oportunidades na Ação Climática Global

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O ano de 2026 se apresenta como um marco decisivo para a política climática global, com o foco se deslocando da liderança tradicional dos Estados Unidos para a União Europeia, China e países emergentes. O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA tem gerado um ambiente adverso para a cooperação climática internacional, enquanto a Europa enfrenta o desafio de converter suas promessas em ações concretas, a começar pela implementação do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira.

A União Europeia, que se posicionou como uma referência regulatória em clima, agora deve transformar suas diretrizes em resultados tangíveis. O Mecanismo de Ajuste de Carbono, que impõe normas ambientais rigorosas sobre produtos importados, busca proteger a indústria europeia e incentivar políticas climáticas mais ambiciosas globalmente. No entanto, a tensão entre desenvolvimento econômico e exigências ambientais pode causar atritos com nações em desenvolvimento, complicando ainda mais o cenário internacional.

Além disso, a transição energética, embora em crescimento, avança de forma desigual, com grandes empreendimentos de energia renovável sendo implementados em diversos locais do mundo. Este avanço, impulsionado por viabilidade econômica, contrasta com as dificuldades enfrentadas em mercados instáveis devido a gargalos na cadeia de suprimento e incertezas regulatórias. A capacidade de transformar promessas em ações reais será crucial para definir os rumos da política climática nos próximos anos.

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