A Venezuela anunciou, nesta quarta-feira (17), que suas exportações de petróleo prosseguem normalmente, apesar do recente bloqueio imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a petroleiros sancionados. O governo venezuelano, que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, descreveu a decisão americana como irracional e uma ameaça à soberania do país. A Força Armada da Venezuela também se manifestou contra o anúncio, reforçando a posição do governo.
Trump alegou que o bloqueio será mantido até que a Venezuela devolva o petróleo que, segundo ele, foi ‘roubado’ dos Estados Unidos. Durante uma conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente Nicolás Maduro denunciou as declarações de Trump como uma violação do direito internacional. A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) afirmou que suas operações de exportação continuam sem interrupções, assegurando que seus navios têm o suporte necessário para navegar.
As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela estão elevadas, especialmente com o apoio dos EUA à oposição venezuelana, que questiona a legitimidade do governo de Maduro. A situação pode ter sérias implicações para a economia venezuelana, uma vez que as exportações de petróleo são vitais para o país. Analistas alertam que a continuidade da pressão americana poderá afetar a capacidade do governo de sustentar sua economia já fragilizada.

