O governo da Venezuela classificou a apreensão de um petroleiro, realizada por militares dos Estados Unidos em águas internacionais, como um ato de pirataria e roubo. O navio, que transportava cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo, foi confiscado na última quarta-feira. Essa ação não apenas intensificou as tensões entre os dois países, mas também provocou um aumento significativo nos preços do petróleo no mercado global.
A nota oficial emitida pelo governo venezuelano, liderado por Nicolas Maduro, afirma que a apreensão é parte de uma política deliberada de agressão contra o país, visando o saque de suas riquezas energéticas. Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela, ressaltou que o governo irá recorrer a instâncias internacionais para contestar essa ação, que considerou um ilícito internacional. Este evento ocorre em um contexto mais amplo de tensões geopolíticas e bloqueios que afetam a economia venezuelana desde 2017.
Especialistas em geopolítica, como Ronaldo Carmona, alertam que essa apreensão é um indicativo de um possível bloqueio naval contra a Venezuela, com o intuito de estrangular suas receitas e derrubar o governo de Maduro. A ação militar dos EUA no Caribe, sob a justificativa de combate ao narcotráfico, levanta preocupações sobre a escalada das hostilidades na região. Além disso, as diretrizes da nova política de segurança nacional dos EUA sinalizam um desejo de manter a proeminência na América Latina, o que pode intensificar ainda mais o cerco à Venezuela.

