O governo da Venezuela classificou a apreensão de um petroleiro, que transportava cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo, por militares dos Estados Unidos como um ato de pirataria. O incidente ocorreu em águas internacionais e foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que o navio deve permanecer sob controle americano. A medida provocou uma elevação nos preços globais do petróleo, levantando preocupações sobre a dinâmica do mercado energético.
Em resposta à ação, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, declarou que o país buscará todas as instâncias internacionais para contestar o que considerou um ‘roubo vulgar’. O governo de Nicolás Maduro emitiu uma nota afirmando que a apreensão representa um ataque deliberado às riquezas energéticas venezuelanas, em um contexto de embargos econômicos impostos pelos EUA desde 2017. Analistas geopolíticos sugerem que essa ação pode ser parte de uma estratégia mais ampla para desestabilizar o governo Maduro e intensificar a pressão militar na região.
A apreensão do petroleiro é vista como uma escalada nas tensões entre os EUA e a Venezuela, que já enfrentava um cerco militar sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Especialistas destacam que a ação pode agravar ainda mais a situação econômica da Venezuela, já debilitada por anos de sanções. Com o aumento da pressão internacional e a estreita relação da Venezuela com países como China e Rússia, as implicações dessa crise podem se estender além da América Latina, afetando a geopolítica global.

