Na quarta-feira, 10, um vendaval histórico atingiu a cidade de São Paulo, provocando danos significativos e transtornos na capital. O Corpo de Bombeiros registrou mais de 1.400 chamados relacionados a quedas de árvores, especialmente na zona sul, onde veículos foram danificados, mas não houve vítimas. Na quinta-feira, 11, a cidade ainda lidava com os efeitos do desastre, incluindo problemas de energia elétrica e abastecimento de água.
As rajadas de vento, que superaram 98 km/h, foram atribuídas a um ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil. Meteorologistas afirmaram que a intensidade do vento foi a mais alta desde o início das medições em 1963. Além dos danos materiais, mais de 1,3 milhão de residências ficaram sem energia elétrica, complicando ainda mais a situação, especialmente no fornecimento de água, que depende da eletricidade para bombeamento.
Os parques urbanos foram reabertos, mas a operação dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos continuava afetada, com cancelamentos de voos. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo orientou os moradores a economizar água, uma vez que a recuperação do abastecimento é gradual. O vendaval histórico destaca a vulnerabilidade da infraestrutura urbana frente a fenômenos climáticos extremos.

