No dia 16 de dezembro de 2025, a União Europeia (UE) anunciou a flexibilização da proibição da venda de novos carros a gasolina e diesel, prevista para entrar em vigor em 2035. A decisão foi tomada em resposta às dificuldades enfrentadas pelos fabricantes europeus, que poderão continuar a vender um número limitado de veículos com motores a combustão ou híbridos, desde que cumpram exigências específicas de compensação de emissões de carbono.
O comissário Stéphane Séjourné destacou que a UE não abandonou suas ambições climáticas, mas adotou uma abordagem mais pragmática, considerando a aceitação do consumidor e as limitações dos fabricantes em oferecer exclusivamente veículos elétricos até 2035. A mudança representa um desvio das metas estabelecidas pelo Pacto Verde Europeu e levanta preocupações sobre o impacto da decisão nos investimentos em tecnologias sustentáveis e na competitividade do setor automobilístico europeu frente a rivais de mercados como o chinês.
A flexibilização da proibição gerou reações mistas entre os Estados-membros da UE. Enquanto a Alemanha expressou apoio à medida, a França criticou a decisão, alertando para possíveis retrocessos nos avanços rumo à descarbonização. Além disso, organizações ambientais, como o Greenpeace, manifestaram preocupações sobre as consequências dessa política, afirmando que ela poderia atrasar a oferta de carros elétricos acessíveis e impactar negativamente a qualidade do ar e o emprego no setor.

