TST valida greve dos Correios e define reajuste salarial de 5,1%

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, em sessão realizada na terça-feira, 30, que a greve dos funcionários dos Correios não se configura como abusiva. Apesar disso, a corte determinou o desconto dos dias paralisados e a obrigatoriedade do retorno dos trabalhadores às atividades. A decisão afeta agências em diversos estados, incluindo Mato Grosso, Ceará e São Paulo, onde a greve teve início no dia 17 de dezembro de 2025.

Além de reconhecer a legalidade da paralisação, o TST estabeleceu um reajuste salarial de 5,1% a ser aplicado a partir de 1.º de agosto de 2025, abrangendo também benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. A relatora do caso, ministra Kátia Magalhães Arruda, destacou que houve negociações entre as partes antes da greve, embora o movimento tenha sido considerado precipitado por parte da empresa. A proposta não atende plenamente às demandas dos trabalhadores, que reivindicaram um adicional de 250% para trabalho em fins de semana.

A decisão do TST tem implicações significativas para o futuro das relações trabalhistas na empresa estatal, uma vez que o tribunal propôs uma solução intermediária entre os interesses dos Correios e dos sindicatos. A divergência entre os ministros também foi notável, com a ministra Maria Cristina Peduzzi defendendo a proposta original da empresa devido à sua situação financeira. A sentença assegura, ainda, direitos adicionais, como a jornada especial reduzida para mulheres com dependentes com deficiência, refletindo um compromisso com a proteção dos trabalhadores.

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