Em 10 de dezembro, as taxas de juros futuras no Brasil fecharam em alta, refletindo incertezas políticas em Brasília, mesmo após o Federal Reserve anunciar um corte de 25 pontos-base em sua taxa de juros. A taxa do DI para janeiro de 2028 alcançou 13,195%, enquanto a taxa para janeiro de 2035 subiu para 13,63%, evidenciando a cautela do mercado diante do cenário eleitoral no país.
O aumento nas taxas ocorre em um contexto de pressão sobre os ativos brasileiros, especialmente após o apoio do ex-presidente a uma candidatura presidencial. Apesar do corte nos EUA, os investidores mantêm a expectativa sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve ocorrer no final do dia, e que pode sinalizar o início de cortes na Selic em 2026.
Com a inflação em desaceleração, os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram um aumento de 0,18% em novembro, reforçando a expectativa do mercado. As apostas para a manutenção da Selic em 15% são quase unânimes, mas os investidores aguardam com atenção as indicações do Copom sobre os próximos passos na política monetária brasileira.

