SUS amplia mamografia, mas enfrenta desafios de acesso e recursos

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O Ministério da Saúde anunciou em setembro de 2025 a ampliação do acesso à mamografia pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos. Essa mudança, celebrada por sociedades médicas que há muito defendem a nova diretriz, levanta questões sobre como garantir que todas as mulheres tenham acesso ao exame, especialmente aquelas em regiões remotas. Atualmente, o Brasil opera um sistema de rastreamento que exige que as mulheres procurem as unidades de saúde por conta própria, o que pode ser um obstáculo significativo.

A discrepância entre as recomendações nacionais e as diretrizes das sociedades médicas gerou discussões sobre a necessidade de um rastreamento mais amplo. Estudos indicam que o câncer de mama no Brasil se manifesta em idades mais precoces em comparação a outros países, o que reforça a urgência de se oferecer exames a mulheres mais jovens. No entanto, o acesso efetivo à mamografia pode ser comprometido pela falta de equipamentos e profissionais capacitados, especialmente em locais de difícil acesso.

Para que a nova diretriz seja realmente eficaz, será necessário um planejamento estratégico que inclua a alocação de recursos e a implementação de um programa ativo de rastreamento. A expectativa é de que a detecção precoce reduza os índices de mortalidade por câncer de mama e otimize os custos do SUS. Contudo, sem uma gestão eficiente e um acompanhamento contínuo, a ampliação do rastreamento pode não alcançar seu potencial máximo.

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