O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu, nesta terça-feira, 30, manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, que foi condenado por tentativa de ataque ao instalar uma bomba em um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022. A decisão foi tomada em resposta ao risco real de que o réu cometa novos crimes, especialmente considerando sua fuga logo após o atentado frustrado.
Moraes enfatizou que a fuga de Alan e sua prisão apenas em junho deste ano, em Mato Grosso, levantam preocupações sobre a continuidade de atividades delituosas. O ministro destacou a necessidade de resguardar a ordem pública e a integridade da instrução criminal, uma vez que não houve novos fatos que justifiquem a revogação da prisão cautelar. Alan foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por crimes de explosão e incêndio, e sua situação jurídica continua a ser monitorada pelo STF.
Além de Alan, outros dois indivíduos estão envolvidos no caso: um blogueiro, condenado a seis anos de prisão por seu papel no planejamento do ataque, e um terceiro acusado que admitiu ter fornecido armamento para o atentado. A investigação sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito está em andamento, com a Procuradoria Geral da República apresentando denúncias adicionais. A decisão de Moraes reflete a seriedade com que o STF trata casos relacionados à segurança pública e à proteção das instituições democráticas do país.

