O Supremo Tribunal Federal (STF) está se preparando para contestar a recente decisão da Câmara dos Deputados de não cassar o mandato da deputada Carla Zambelli. Essa decisão, tomada na madrugada de 11 de dezembro de 2025, contraria a ordem do STF que determinou a perda do mandato após Zambelli ser condenada por sua participação na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os ministros do STF interpretaram a atitude da Câmara como uma desobediência à Corte, potencializando a crise entre o Judiciário e o Legislativo. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, já protocolou um pedido no STF para que a Corte obrigue o presidente da Casa a cumprir sua decisão. A situação levanta questões sobre a separação de poderes e a capacidade do Judiciário de fazer cumprir suas determinações.
A partir deste ponto, o STF pode tomar medidas que incluem a anulação da votação da Câmara ou o restabelecimento da cassação do mandato de Zambelli. O caso pode se desdobrar em novas ações legais, refletindo a jurisprudência que já levou à perda de mandatos no passado, como aconteceu com o ex-deputado Daniel Silveira. Essa situação ressalta a importância da observância das decisões judiciais e o equilíbrio entre os Poderes no Brasil.

