STF adia votação sobre marco temporal para terras indígenas para 2026

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (11) a fase de sustentações orais sobre quatro processos que abordam o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A decisão de adiar a votação para 2026 foi anunciada após a Corte ouvir os argumentos das partes envolvidas, que será retomada em uma data ainda a ser definida, após o recesso que começa em 20 de dezembro.

O marco temporal, que estabelece que os indígenas só têm direito às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988, suscita grande controvérsia. Durante a sessão, argumentações foram apresentadas tanto por representantes favoráveis à tese, como partidos políticos, quanto por entidades que defendem os direitos indígenas, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Essa discussão está em andamento desde que o STF declarou a tese inconstitucional em 2023, e as implicações legais são profundas para a demarcação de terras no país.

O adiamento da votação deixa em aberto as possibilidades para futuras ações legislativas e jurídicas sobre o tema. Com o Senado aprovando uma proposta de Emenda à Constituição que insere o marco temporal na Carta Magna, o cenário se torna ainda mais complexo. As decisões do STF nesse contexto terão repercussões significativas para os direitos territoriais dos povos indígenas, refletindo a luta entre a proteção dos direitos humanos e interesses políticos e econômicos.

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