O consumo de bebidas alcoólicas durante as festas de fim de ano no Brasil pode ocultar uma ameaça à saúde: a síndrome do coração festeiro, também conhecida como holiday heart syndrome. Essa condição está relacionada à ingestão excessiva de álcool e ao aumento do risco de fibrilação atrial, uma arritmia que compromete a função cardíaca. O cardiologista Guilherme Drummond Fenelon Costa explica que a elevada embriaguez é um fator determinante para o surgimento dos sintomas, como palpitações e falta de ar.
Estudos revelam que a intoxicação alcoólica provoca alterações no pH do sangue e desidratação, que, combinados com privação de sono e perda de eletrólitos, podem levar à síndrome. Embora a arritmia geralmente se resolva espontaneamente em até 48 horas, a condição é frequentemente subestimada devido à sua natureza temporária. Pesquisas indicam que o binge drinking, ou consumo excessivo em um curto período, é um gatilho consistente para a fibrilação atrial, afetando até mesmo indivíduos jovens e saudáveis.
Para evitar tais riscos, especialistas recomendam moderação no consumo de álcool, especialmente para aqueles com histórico de problemas cardíacos. A Organização Mundial da Saúde não estabelece um limite seguro de ingestão de álcool, enfatizando a necessidade de cautela. Durante as festividades, é fundamental equilibrar a celebração com a saúde, mantendo uma hidratação adequada e evitando excessos, conforme orientações do cardiologista.

