Revogação de sanções dos EUA isola Eduardo Bolsonaro no cenário político

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Em 12 de dezembro, o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, retirou o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky. Essa decisão ocorreu em meio a um contexto político conturbado, no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente autoexilado nos EUA, se vê cada vez mais isolado dentro do próprio partido e enfrentando desavenças com diversas lideranças do bolsonarismo.

O recuo nas sanções, que Eduardo tentava usar como moeda de troca pela liberdade de seu pai, o ex-presidente, representa uma clara derrota para sua estratégia política. Além disso, a possibilidade de um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) e a perda do cargo de deputado devido a faltas nas sessões complicam ainda mais sua situação. Eduardo tem enfrentado críticas e ironias de aliados, ressaltando a fragilidade de sua posição no cenário político atual.

Com a decisão de revogar as sanções, o isolamento político de Eduardo tende a se agravar, uma vez que sua tentativa de responsabilizar a desunião da direita não encontrou eco entre seus pares. A situação se torna ainda mais complexa à medida que ele é confrontado por aliados e adversários, enquanto o futuro político do bolsonarismo se torna incerto. A estratégia de Eduardo, que visava uma ascensão à presidência, parece estar em um ponto de inflexão crítico.

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