Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram de forma mista à decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a Lei Magnitsky, que impunha sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lamentou o fim das restrições, expressando pesar, mas agradecendo a Trump pelo apoio, destacando a necessidade de unidade política no Brasil. Em contraste, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) criticou a decisão, sentindo-se traído, enquanto o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) a considerou um mero instrumento de negociação por parte do presidente americano.
Em meio a essas reações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) interpretou a retirada da sanção como um gesto positivo de Trump, relacionado à votação do PL da Dosimetria, que deve ser discutido no Senado. Ele acredita que essa é uma oportunidade para avançar na anistia no Brasil. Por outro lado, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, enfatizou que a luta política no Brasil deve ser conduzida internamente, reforçando a responsabilidade dos brasileiros em resolver seus próprios problemas.
A retirada do nome de Moraes da lista de restrições pelos EUA marca um momento significativo nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no contexto da Lei Magnitsky, que visa punir violações de direitos humanos. A medida, que entrou em vigor em 2012, permite sanções contra estrangeiros envolvidos em corrupção e abusos. O desdobramento dessa decisão pode influenciar o cenário político brasileiro e as negociações sobre reformas legislativas em andamento.

