No último domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) elevou o tom contra o Congresso Nacional durante manifestações, enquanto o governo de Lula adotou uma postura cautelosa, evitando embates diretos. Líderes do PT, como o deputado Lindbergh Farias, expressaram descontentamento com os parlamentares, argumentando que o partido deve se distanciar do Centrão e suas agendas impopulares. A estratégia do governo é manter a pressão sobre o Legislativo sem provocar um confronto que possa comprometer a aprovação de projetos essenciais.
A avaliação entre os governistas é de que um embate com o Congresso poderia, paradoxalmente, impulsionar a popularidade do governo, visto que os parlamentares são mal avaliados pela população. No entanto, o governo também reconhece os riscos de um conflito institucional que poderia paralisar as atividades do país. O ministro das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e outros membros do governo têm criticado a proposta de lei da dosimetria, que alega abrir portas para anistias, enfatizando a necessidade de defender a democracia e os interesses populares.
Apesar das tensões, Lula expressou gratidão pela colaboração do Congresso em questões econômicas, ressaltando a importância do diálogo e da pacificação política. O presidente disse que, embora existam desavenças, não é viável romper completamente as relações com os presidentes da Câmara e do Senado. A situação atual sugere um delicado equilíbrio entre a crítica política e a necessidade de cooperação legislativa para a governabilidade.

