O uso de inteligência artificial (IA) na terapia tem se tornado uma prática crescente entre psicólogos, que utilizam ferramentas como ChatGPT para auxiliar em tarefas administrativas. Apesar das promessas de eficiência, especialistas alertam para os riscos éticos envolvidos, destacando a importância do consentimento do paciente e da supervisão crítica. O Conselho Federal de Psicologia reconhece a utilização da IA, mas ressalta que cada profissional deve assumir a responsabilidade por sua aplicação, evitando a confusão entre a ferramenta e o papel do terapeuta.
Empresas têm desenvolvido plataformas que automatizam tarefas como transcrição de sessões e elaboração de relatórios, prometendo facilitar o trabalho dos psicólogos. Entretanto, a adesão à tecnologia suscita preocupações sobre a qualidade do atendimento e a possibilidade de desumanização do processo terapêutico. Profissionais da área defendem que, embora a IA possa ser útil, ela não deve substituir o julgamento e a empatia necessários na prática clínica.
O debate sobre o uso de IA na psicologia é recente e ainda pouco explorado, mas já levanta questões sobre confidencialidade e ética. Especialistas alertam que a velocidade das respostas geradas pela tecnologia pode criar uma falsa sensação de clareza em situações que demandam tempo e reflexão. Assim, a integração da IA ao cotidiano dos psicólogos deve ser feita com cautela, garantindo que a essência da terapia humana não seja comprometida.

