Em Goiás, a celebração de Ano-Novo é marcada por um dilema: a proibição da queima de fogos de artifício com estampido, estabelecida pela Lei Estadual nº 21.657, segue frequentemente desrespeitada. Este cenário provoca angústia e crises em pessoas com hipersensibilidade sensorial, como crianças autistas e animais domésticos que reagem intensamente ao barulho. O desrespeito à legislação evidencia a necessidade urgente de conscientização sobre os impactos do uso de fogos de artifício barulhentos.
O pai de uma criança atípica relata que o período festivo se transforma em um momento de apreensão, onde o barulho intenso causa sofrimento real e reações extremas. A psicóloga Nathanne Ciriaco explica que as reações a esses sons podem incluir medo intenso, irritabilidade e tentativas de fuga, configurando uma verdadeira crise sensorial. Além disso, os animais também são afetados, com um aumento significativo em atendimentos veterinários durante as festas, refletindo o estresse causado pelos estampidos.
Com a chegada do Ano-Novo, a discussão sobre o uso de fogos de artifício se torna ainda mais relevante. Especialistas e famílias afetadas defendem a adoção de alternativas silenciosas, promovendo uma celebração que respeite a diversidade e o bem-estar de todos. A conscientização coletiva é fundamental para equilibrar a tradição festiva com a responsabilidade social, garantindo que a virada do ano não seja marcada por sofrimento, mas sim por inclusão e respeito.

