No dia 16 de dezembro, o Parlamento Europeu tomou uma decisão significativa ao aprovar um conjunto de medidas de proteção para os agricultores do bloco, com a intenção de minimizar os efeitos do acordo de livre comércio com os países do Mercosul. A votação, que contou com 431 votos favoráveis e 161 contrários, reflete as preocupações sobre o impacto em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.
As novas medidas de salvaguarda incluem um monitoramento contínuo dos efeitos do acordo e a possibilidade de reintroduzir tarifas caso haja desestabilização no mercado agrícola. Embora essas ações tenham sido consideradas importantes, a França expressou insatisfação, solicitando à União Europeia que adie a assinatura do acordo, programada para o próximo sábado, 20 de dezembro, no Brasil.
Este impasse levanta questões sobre o futuro das negociações entre a União Europeia e o Mercosul, especialmente em um momento em que a proteção dos agricultores se torna cada vez mais crítica. A pressão da França pode atrasar a implementação do acordo, refletindo a tensão entre interesses econômicos e a segurança alimentar dos países membros da UE.

