Parlamento da UE aprova salvaguardas no acordo com o Mercosul

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

No dia 16 de dezembro, o Parlamento da União Europeia deu um passo significativo ao aprovar as cláusulas de salvaguarda para proteger o setor agropecuário dentro do acordo de livre comércio com o Mercosul. A votação finalizou com 431 votos favoráveis, 161 contrários e 70 abstenções, evidenciando a relevância da medida para a estratégia da Comissão Europeia, que busca mitigar a oposição de países como França e Polônia.

As cláusulas aprovadas incluem o monitoramento de produtos sensíveis, como carne bovina e açúcar, e a reintrodução de tarifas caso haja flutuações excessivas nos preços ou volumes de importação. Essa abordagem visa aliviar as preocupações de países europeus que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Contudo, a proposta original foi alterada, reduzindo os percentuais de intervenção no mercado de 10% para 5%.

Apesar da aprovação pelo Parlamento, o futuro do acordo pode estar em risco. O presidente francês, Emmanuel Macron, já solicitou que a votação sobre a ratificação do tratado entre os Estados-membros da UE seja adiada para 2026, o que frustraria as aspirações de países como Alemanha e Espanha, que desejam assinar o acordo na reunião do Mercosul em Foz do Iguaçu. Este cenário destaca as tensões existentes entre a necessidade de proteção do setor agropecuário europeu e o interesse em avançar nas relações comerciais com o Mercosul.

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