Em 16 de dezembro de 2025, a Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão no apartamento funcional do deputado federal Antônio Doido, investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos. A operação também incluiu um secretário do governo do Pará, policiais militares, e familiares do parlamentar, todos acusados de atuar em uma organização criminosa que teria movimentado milhões em interesses escusos.
As investigações, que estavam sob a jurisdição da Justiça Eleitoral do Pará, foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado do deputado. Segundo a representação da PF, a organização teria desviado recursos destinados a licitações, utilizando empresas de fachada para operar as movimentações financeiras. As duas empresas investigadas registraram contratos que totalizam mais de R$ 900 milhões com o governo do estado ao longo de quatro anos, levantando suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
O ministro do STF, Flávio Dino, determinou a quebra de sigilos telemáticos e telefônicos dos envolvidos, mas indeferiu o afastamento do secretário de Obras do Pará, Benedito Ruy Cabral. A Secretaria de Estado de Obras Públicas do Pará afirmou que todas as contratações seguem o devido processo licitatório, enfatizando a legalidade e a moralidade nos procedimentos. As consequências dessa operação poderão afetar a dinâmica política local e a credibilidade das instituições envolvidas.

