Moraes exige compartilhamento de informações sobre operação sigilosa

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), fornecesse informações sobre a Operação Oricalco. Esta decisão foi tomada pouco mais de duas semanas antes da prisão preventiva do ex-deputado estadual TH Joias, do MDB, em 3 de setembro. A ordem de Moraes destaca a importância das informações coletadas durante a investigação em curso.

A Operação Oricalco, até o momento, é mencionada apenas em relação à prisão de TH Joias, que ocorreu em uma ação conjunta entre a Polícia Federal, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro. Judice Neto, que era relator do caso no TRF2, poderia enfrentar desafios legais, uma vez que sua defesa planeja contestar a decisão de Moraes e sustentar que suas ações estavam dentro da legalidade. A situação revela tensões no sistema judiciário e a complexidade das investigações em andamento.

As implicações dessa decisão ainda estão se desenrolando, pois a defesa do desembargador deve apresentar um pedido de soltura, argumentando que suas ações foram corretas e necessárias. Além disso, a continuidade das investigações relacionadas à Operação Oricalco pode ser afetada por essas circunstâncias, levantando questões sobre a independência do judiciário e a pressão que os juízes enfrentam. O cenário atual sugere um aprofundamento nas investigações e possíveis repercussões políticas no estado do Rio de Janeiro.

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