Ministro Moraes destaca evidências em julgamento de tentativa de golpe

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, iniciou nesta terça-feira (16) a leitura do voto no julgamento dos seis réus do núcleo 2 da trama golpista, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. Durante a sessão, a Procuradoria-Geral da República reiterou o pedido de condenação dos denunciados, que foram acusados de gerenciar ações da organização criminosa. As defesas, por sua vez, solicitaram a absolvição dos acusados, mas o clima da sessão indica uma forte oposição a essas alegações.

Moraes afirmou não haver dúvidas sobre a materialidade dos crimes investigados, que incluem a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e a organização criminosa estruturada. O ministro também criticou a atuação da Polícia Rodoviária Federal, que se omitiu diante dos bloqueios em rodovias federais após as eleições. Ele destacou que o planejamento para impedir a alternância de poder começou em 2020, revelando a gravidade da situação enfrentada pelo país.

O relator elogiou a condução técnica das investigações pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, ressaltando que a responsabilização dos envolvidos é inédita na história do Brasil. O núcleo 2 é o último grupo a ter seu mérito analisado, enquanto o núcleo 5, que envolve o jornalista Paulo Figueiredo, ainda aguarda decisão do STF. As implicações desse julgamento são significativas para a democracia, evidenciando a luta contra tentativas de golpe no país.

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