O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve ser concretizado imediatamente, sob pena de não ser assinado durante seu mandato. A afirmação foi feita em Brasília, durante uma reunião do Conselho de Ministros, em 17 de dezembro. Lula enfatizou a urgência das negociações, que já se estendem por mais de duas décadas.
Durante seu discurso, Lula expressou sua frustração com a resistência de países europeus, citando as preocupações do presidente francês Emmanuel Macron em relação ao setor agrícola e a postura da Itália. Ele destacou que os membros do Mercosul já realizaram todas as concessões possíveis e que o acordo favoreceria mais a Europa. O presidente brasileiro também alterou a data da reunião do Mercosul a pedido da União Europeia, evidenciando seu comprometimento com as negociações.
Lula defendeu que a conclusão do tratado é essencial para fortalecer o multilateralismo, considerando que ele abrangeria um mercado de aproximadamente 722 milhões de pessoas. Em um contexto internacional caracterizado por tendências unilaterais, o presidente argumenta que o acordo é mais relevante do que nunca. A pressão sobre a União Europeia para finalizar o acordo pode ter desdobramentos significativos nas relações comerciais entre os blocos.

