Lufthansa e o passado nazista: críticas em meio ao centenário da companhia

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Lufthansa, uma das principais companhias aéreas da Alemanha, é alvo de críticas por sua colaboração com o regime nazista durante o Holocausto, enquanto a empresa celebra seu centenário. A história da companhia revela um envolvimento significativo com o regime de Adolf Hitler, que inclui o uso de mão de obra forçada, mas esse aspecto de seu passado permanece amplamente desconhecido pelo público. Especialistas apontam que a falta de responsabilização das grandes empresas alemãs é um padrão que se perpetua até hoje.

O jornalista David de Jong, autor de um livro sobre o tema, destaca que muitos líderes empresariais que colaboraram com o nazismo nunca foram punidos, ao contrário dos políticos e militares processados após a guerra. A reintegração de ex-nazistas na sociedade alemã, promovida pelo governo ocidental, perpetuou uma amnésia coletiva, dificultando o reconhecimento das atrocidades cometidas. A história da Lufthansa, que se tornou uma fachada para o rearmamento nazista, é um exemplo emblemático dessa conivência.

Recentemente, a Lufthansa anunciou que irá reexaminar criticamente sua responsabilidade histórica durante a era nazista, em resposta às crescentes pressões sociais e à demanda por transparência. No entanto, muitos críticos questionam se essas iniciativas são genuínas ou apenas tentativas de melhorar a imagem da empresa. O legado do Holocausto e a relação das grandes corporações com esse passado continuam a ser temas sensíveis e controversos na sociedade alemã.

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