O roubo de joias do Louvre, ocorrido em outubro, poderia ter sido evitado se os ladrões tivessem sido detectados 30 segundos antes, conforme estimativa de uma investigação apresentada nesta quarta-feira (10). O responsável pela apuração, Pascal Mignerey, ressaltou que uma câmera externa registrou claramente a chegada dos criminosos e suas ações, mas ninguém estava monitorando as imagens em tempo real.
A análise apontou que, quando um agente de segurança finalmente ativou a visualização das câmeras, os ladrões já haviam escapado da galeria Apolo, onde estavam as joias da Coroa. O roubo, que ocorreu em 19 de outubro, resultou na subtração de oito joias do século XIX, avaliadas em mais de cem milhões de dólares, levando ao fechamento temporário de uma das galerias do museu.
Além das perdas materiais, o incidente provocou descontentamento entre os funcionários do Louvre, que iniciaram uma greve para exigir a criação de novos postos de trabalho e a priorização de obras urgentes. A situação levanta questões sobre a segurança no museu e pode impactar futuras políticas de proteção do patrimônio cultural.

