Na quarta-feira, o procurador-geral da República Islâmica do Irã, Mohammad Movahedi-Azad, declarou que o Judiciário tomará medidas enérgicas se as manifestações contra o alto custo de vida forem utilizadas para desestabilizar o país. Os protestos, que começaram no último domingo no maior mercado de celulares de Teerã, ganharam força com a participação de comerciantes e estudantes universitários.
As manifestações surgem em um contexto de hiperinflação e crise econômica, levando ao fechamento de vários comércios e à realização de atos em pelo menos dez universidades. As autoridades, que fecharam escolas e bancos devido ao frio e para economizar energia, estão atentas à situação, especialmente após um ataque a um prédio oficial na província do sul do Irã, que foi atribuído a um grupo de indivíduos sem ligação direta com os protestos.
Embora os protestos atuais sejam menos intensos do que aqueles de 2022, que se seguiram à morte de Mahsa Amini, a resposta do governo e o engajamento de grupos externos, como o Mossad, indicam uma escalada de tensões. As autoridades reiteram que manifestações pacíficas são aceitáveis, mas qualquer tentativa de transformar esses atos em violência será tratada com firmeza legal.

