Em um movimento estratégico para maximizar os retornos antes da nova taxação, o Itaú anunciou um aumento de 23,4 bilhões de reais em dividendos, liderando o crescimento de 177% em comparação ao período anterior. A decisão ocorre em meio a uma mudança nas regras fiscais que entrará em vigor em 1° de janeiro de 2026, quando uma alíquota de 10% será aplicada a dividendos recebidos por investidores com rendimentos mensais superiores a 50 mil reais.
Além do Itaú, a mineradora Vale e a WEG também se destacaram, com aumentos de 120% e 97% na distribuição de proventos, respectivamente. O governo, ao eliminar a isenção dos dividendos, busca equilibrar a arrecadação tributária, especialmente entre os investidores mais abastados. As novas regras visam garantir que grandes acionistas contribuam fiscalmente, enquanto aqueles com rendimentos menores permanecem isentos.
As empresas agora se veem forçadas a revisar suas estratégias de distribuição de lucros, uma vez que a nova taxação pode impactar seus dividendos futuros. Especialistas, como o diretor de Operações da Comdinheiro/Nelogica, alertam que as empresas devem agir rapidamente para minimizar o impacto fiscal. A expectativa é que esse movimento altere a dinâmica do mercado de capitais brasileiro, com potenciais desdobramentos para investidores e empresas nos próximos anos.

