Israel anunciou, nesta quarta-feira (31), que 37 organizações de ajuda humanitária não poderão operar em Gaza a partir de 1º de janeiro, a menos que forneçam informações detalhadas sobre seus funcionários palestinos. Essa medida foi amplamente criticada pela ONU e pela União Europeia, que alertam para as consequências graves que podem advir dessa decisão em um momento já crítico para a região.
As novas normas, segundo o governo israelense, visam impedir que entidades acusadas de envolvimento com o terrorismo operem nos territórios palestinos. Organizações como Médicos sem Fronteiras e Oxfam estão entre as afetadas, e há temores de que as restrições comprometam ainda mais as remessas de alimentos e ajuda médica, enquanto a situação humanitária em Gaza permanece alarmante.
As reações internacionais foram rápidas, com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos descrevendo a ação como escandalosa. A União Europeia também expressou preocupações sobre o bloqueio à ajuda vital, enfatizando que a assistência humanitária deve ser garantida, independentemente das circunstâncias, em respeito ao Direito Internacional Humanitário.

