O deputado Hugo Motta perdeu o controle do plenário da Câmara dos Deputados, enfrentando uma crise significativa antes de completar um ano como presidente da Casa. O episódio ocorreu durante uma sessão marcada por agressões a jornalistas e a interrupção abrupta da transmissão da TV Câmara, o que levantou questões sobre sua autoridade e a aplicação das regras de ordem e decoro.
Motivada por uma série de polêmicas, a situação se agravou quando o deputado Glauber Braga, presente na sessão, decidiu não deixar a cadeira de presidência em protesto contra a diferença de tratamento em processos de cassação. Motta, então, ordenou a retirada de Glauber pela Polícia Legislativa, gerando uma grande confusão que culminou na expulsão da imprensa do plenário e na suspensão da transmissão ao vivo.
A crise expõe a fragilidade de Motta, que ainda tem um ano de mandato pela frente. A sua hesitação em aplicar as normas da Casa pode ter repercussões negativas em sua liderança e na dinâmica política interna, especialmente com a crescente insatisfação entre os deputados governistas, principalmente do PT. A falta de controle sobre o plenário pode comprometer sua capacidade de governar e administrar os processos legislativos.

