Haddad afirma que aporte aos Correios deve respeitar arcabouço fiscal

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (10) que as negociações para um empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios estão em estágio avançado. Em uma coletiva de imprensa, ele mencionou a possibilidade de um aporte financeiro na estatal, desde que respeite as diretrizes do arcabouço fiscal do governo. Haddad enfatizou a importância de não se deixar levar pela pressão de instituições financeiras durante as negociações.

O ministro destacou que, se as conversas com os bancos não chegarem a um acordo satisfatório, poderá ser necessário um aporte. Ele mencionou que o governo tem margem para tal ação este ano, embora o foco atual esteja em garantir um empréstimo com o aval do Tesouro. A reestruturação dos Correios também será central, incluindo a exploração de novas oportunidades de negócios que vão além dos serviços postais tradicionais.

Haddad acredita que o plano de reestruturação dos Correios poderá assegurar a continuidade dos serviços essenciais sem a necessidade de privatização. Para isso, ele sugere que a estatal amplie sua atuação, incorporando produtos financeiros e seguros em seu portfólio. Essa abordagem, segundo ele, é uma solução adotada por diversos países, permitindo que empresas públicas postais se mantenham viáveis e relevantes no mercado.

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