González Urrutia critica libertação de presos políticos na Venezuela

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O opositor Edmundo González Urrutia manifestou sua indignação nesta sexta-feira (26) em relação à liberdade condicional concedida pelo governo venezuelano a 99 detidos. Essas prisões ocorreram em meio à crise pós-eleitoral que se seguiu à reeleição de Nicolás Maduro em julho de 2024, a qual González afirma ter vencido com ampla margem. O ministério responsável por questões penitenciárias descreveu as libertações como um compromisso do Estado com a paz e a justiça.

González Urrutia, que vive exilado na Espanha, ressaltou que a celebração das libertações não deve ser confundida com uma normalização da situação. Segundo ele, os libertados ainda enfrentam processos judiciais abertos e estão sob vigilância constante, o que os impede de desfrutar de plena liberdade. Várias ONGs confirmaram que entre os detidos estavam 45 a 63 presos políticos, incluindo uma médica condenada a 30 anos por criticar o governo.

Em suas declarações, González Urrutia enfatizou que muitos dos libertados continuam a ser tratados como reféns, sendo utilizados como instrumentos para pressão política. Ele criticou a forma como a liberdade é manipulada na Venezuela, onde a dignidade humana é vista como moeda de troca. O cenário atual levanta preocupações sobre o estado dos direitos humanos no país e as reais intenções do governo em relação ao diálogo e à justiça.

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