Exportação de bois vivos gera protestos sobre condições precárias

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Três semanas após a autorização para desembarcar quase três mil vacas na Turquia, o navio Spiridon II expõe as falhas sanitárias que levaram ao impasse. Organizações como a Mercy for Animals alertam para as condições desumanas enfrentadas pelos animais durante o transporte, incluindo escassez de água e comida, bem como a superlotação. A audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, destacou os riscos à saúde animal e ambiental que essa prática acarreta.

Os especialistas presentes na audiência, como George Sturaro, diretor da Mercy for Animals, enfatizaram que a precariedade das condições de transporte contribui para o estresse nos animais e aumenta a probabilidade de doenças. Além disso, as consequências ambientais desse comércio, como a poluição do ar nos municípios onde ocorrem os embarques, foram amplamente discutidas. A situação é ainda mais alarmante à luz do fato de que o Brasil continua sendo o maior exportador de animais vivos do mundo, desafiando tendências globais que buscam proibir essa prática.

Com dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional visando desestimular a exportação de animais vivos, o debate sobre o futuro desse comércio no Brasil se intensifica. A direção de Proteção Animal do Ministério do Meio Ambiente também se posiciona contra a atividade, enquanto diversas emendas legislativas buscam reverter avanços na proteção dos direitos animais. A proibição da exportação de animais vivos pode representar uma mudança significativa na economia local e no setor agropecuário, gerando novas oportunidades a partir da exportação de carne processada.

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