Durante a conferência Fortune Brainstorm AI, realizada em San Francisco, executivos discutiram a evolução do papel dos gestores com a introdução da inteligência artificial. Eles afirmaram que a tecnologia está eliminando tarefas repetitivas, permitindo que os líderes se concentrem em aspectos como mentoria e desenvolvimento emocional de suas equipes.
Stefano Corazza, da Canva, e Aashna Kircher, da Workday, destacaram que, embora a IA possa aliviar a carga de trabalho, é essencial que as empresas reavaliem o que significa uma boa gestão. Kircher enfatizou a importância de treinar os gestores para desenvolver habilidades interpessoais, fundamentais em um cenário onde a IA se torna cada vez mais relevante. A empatia e a colaboração permanecem como áreas em que os humanos superam as máquinas.
Os especialistas alertam que, se os gestores dependerem excessivamente da IA, isso poderá prejudicar a dinâmica da equipe. A cientista cognitiva Danielle Perszyk argumentou que, ao permitir que a IA lide com tarefas burocráticas, os gestores poderão se concentrar mais em decisões estratégicas e criativas. A transformação da gestão, portanto, não se resume a tecnologia, mas sim à adaptação das habilidades humanas para um novo contexto profissional.

